
O Ashtanga Vinyasa Yoga, método ensinado por Sri. K. Pattabhi Jois, em Mysore, India, é caracterizado pela execução fluida de posturas (asanas) sincronizadas com a respiração (vinyasa). A seqüência é praticada de forma lógica e equilibrada onde as posturas estão encadeadas de tal forma que a primeira prepara a seguinte, sendo a seguinte uma compensação da anterior.
A primeira série é chamada yoga chikitsa (yoga terapia). Consiste na desintoxicação do corpo e da mente. As posturas executadas nesta série são na sua maioria de anteflexão que promovem o estiramento da coluna vertebral e a pressão controlada dos órgãos abdominais. Esta série promove a mobilidade da coluna e o bom funcionamento geral promovendo uma desintoxicação orgânica que se faz sentir na melhora do sistema digestivo e excretor.
A prática de ashtanga visa o controle das flutuações da mente. Ao integrar o corpo e a mente desenvolve-se a capacidade de meditar, e estar mais presente e consciente. Sente-se então uma enorme sensação de paz e tranqüilidade que com o tempo é transferida para todas as áreas da vida. Para que a prática seja segura e se torne eficaz é necessário aprender a respiração correta (ujjayi pranayama), os drishtis (foco ocular), bandhas (contração de determinados pontos do corpo) e vinyasa (coordenação dos movimentos com a respiração).
As aulas são supervisionadas pelo professor individualmente, que dita a forma correta de se executar as posturas de acordo com o nível de flexibilidade do aluno fazendo com que o mesmo aprenda de forma gradual e segura. É importante salientar que o aluno deve observar a sua própria prática no sentido de respeitar suas limitações avançando gradualmente através da dedicação.
O Ashtanga Vinyasa Yoga deve ser praticado com total atenção e desapego para não cair nas armadilhas do ego. Quando o foco se torna "fechar" as posturas a qualquer custo, as lesões são inevitáveis. Por isso é necessário que a prática seja personalizada e adaptada para cada tipo de aluno.
"Como a mente, que ganha aos poucos estabilidade com a prática constante, a respiração, a fala, o corpo e a visão também vão ganhando estabilidade".
"O saṁsāra é o próprio pensamento. Com esforço, é preciso purificá-lo. Aquilo que o homem pensa é aquilo em que ele se transforma. Este é o eterno mistério".
"Tratando da mesma forma a dor ou o prazer, o ganho ou a perda, a vitória ou a derrota, prepare-se para a batalha".
"Sem śraddhā, fé, não há esforço. Sem esforço não há realização".